Centralização e Escalabilidade: Entendendo o EPM Aggregated Servers.

Este artigo descreve a arquitetura de servidores agregados no Elipse Plant Manager (EPM), uma solução essencial para empresas que operam com dados distribuídos e necessitam de uma gestão centralizada, segura e eficiente.

Em grandes operações industriais, é comum que os dados estejam distribuídos entre diferentes unidades, plantas ou departamentos. Gerenciar essas informações de forma isolada acaba criando as chamadas “ilhas de informação”, o que dificulta análises globais e compromete a tomada de decisões estratégicas.

Para solucionar esse cenário, a partir da versão 6.5, o Elipse Plant Manager passou a oferecer o recurso Aggregated Servers, permitindo a consolidação lógica de múltiplos servidores EPM em um único ambiente centralizado.

O cenário: a necessidade de uma visão unificada

Imagine uma corporação com três plantas distintas — São Paulo, Curitiba e Manaus. Cada unidade possui seu próprio EPM Server local, responsável pela coleta e armazenamento de dados de processo em tempo real. No entanto, a diretoria e a equipe de engenharia corporativa, localizadas na matriz, precisam acessar os dados de todas as plantas em um único ambiente, a fim de comparar indicadores de desempenho (KPIs) e gerar relatórios consolidados.

Sem o recurso de agregação, seria necessário estabelecer conexões individuais com cada servidor. Com o Aggregated Servers, o servidor da matriz atua como um EPM Server Central, no qual os servidores das plantas são “montados” como parte da sua própria estrutura de dados. Dessa forma, o acesso aos recursos remotos ocorre de maneira direta e transparente.

Como funciona: o papel da norma OPC UA no acesso aos dados

O EPM é nativamente construído sobre a norma OPC UA (Open Platform Communications – Unified Architecture). O recurso Aggregated Servers utiliza o conceito de Server Aggregation, permitindo uma navegação unificada entre servidores distintos.

No OPC UA, cada servidor expõe seus dados por meio de uma hierarquia de nós, denominada Address Space. Quando um servidor remoto é agregado ao EPM Central, este passa a “enxergar” o espaço de endereçamento remoto, mapeando-o dentro da sua própria árvore de objetos.

Mecanismo de acesso aos dados

  • Navegação transparente: o servidor central mapeia o Address Space dos servidores remotos. Para o cliente final, não há diferença visual entre uma variável local e uma variável proveniente de um servidor agregado.

  • Delegating (encaminhamento): ao solicitar um dado, o servidor central atua como cliente do servidor remoto, encaminhando a requisição e retornando o valor ao usuário.

  • Subscrições e históricos: o acesso a dados em tempo real ocorre por meio de subscrições (notificações de mudança), enquanto os dados históricos são obtidos via Historical Data Access (H-DA) do OPC UA, sem a necessidade de duplicação de bancos de dados.

Gestão de Acesso e Permissões

A governança de toda a arquitetura de servidores agregados é feita de forma centralizada e intuitiva:

  1. Configuração e monitoramento no EPM Studio:

    Toda a inserção, configuração e gestão dos servidores agregados é feita por meio do EPM Studio.

Além da configuração inicial, a ferramenta permite acompanhar, em tempo real, o status das conexões e obter informações detalhadas sobre a saúde da comunicação com cada servidor remoto.

  1. Inserção dos servidores (lado remoto)

    Ao adicionar um servidor remoto via EPM Studio, deve-se utilizar um usuário que possua permissão de acesso nesse servidor. Essa credencial é responsável por estabelecer o vínculo técnico de confiança entre as instâncias.

  1. Acesso aos dados (lado central)

    O controle de acesso dos usuários finais é gerenciado exclusivamente no servidor central. As permissões são definidas localmente, sem a necessidade de replicar usuários em todos os servidores das plantas.

Esse modelo simplifica significativamente a administração do sistema, pois o administrador gerencia os privilégios de forma centralizada, enquanto a conexão técnica entre os servidores é garantida pela conta de serviço configurada no momento da agregação.

Benefícios da arquitetura de servidores agregados

  • Ponto único de acesso: um único local para acessar os dados de toda a empresa.

  • Segurança centralizada e simplificada: a governança de acessos é realizada no servidor central, mantendo a integridade técnica das conexões remotas.

  • Escalabilidade: facilidade para expandir a arquitetura industrial apenas agregando novos servidores ao nó central.

  • Eficiência no uso de dados: elimina a necessidade de sincronizações pesadas de bancos de dados, utilizando os protocolos otimizados da norma OPC UA.

Conclusão

O recurso EPM Aggregated Servers transforma o Elipse Plant Manager em uma solução robusta para arquiteturas de Enterprise Information Systems. Ao utilizar o padrão OPC UA aliado a um modelo inteligente de permissões, a Elipse Software garante que as informações fluam de forma segura, centralizada e escalável, atendendo às necessidades de operações industriais distribuídas.

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