{"id":280,"date":"2019-03-25T17:30:06","date_gmt":"2019-03-25T20:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/xexeu.elipse.com.br\/pt\/como-o-elipse-e3-funciona\/"},"modified":"2020-09-04T12:34:31","modified_gmt":"2020-09-04T15:34:31","slug":"como-o-elipse-e3-funciona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kb.elipse.com.br\/en\/como-o-elipse-e3-funciona\/","title":{"rendered":"Como funciona o Elipse E3."},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Neste artigo, discutiremos como funciona o Elipse E3. Este software \u00e9 uma poderosa plataforma para supervis\u00e3o\/controle de processos totalmente voltada \u00e0 opera\u00e7\u00e3o em rede e aplica\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas; \u00e9 desenvolvido pela Elipse Software, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para o gerenciamento de processos em tempo real.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">1) Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.elipse.com.br\/produto\/elipse-e3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Elipse E3<\/a> \u00e9 o software de terceira gera\u00e7\u00e3o Cliente\/Servidor HMI\/SCADA da Elipse Software Ltda. Da mesma forma, desde seu lan\u00e7amento, em 2001, v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es que permitem a constru\u00e7\u00e3o de sistemas de automa\u00e7\u00e3o com um novo conceito de conectividade e flexibilidade foram desenvolvidas pelo mundo.<\/p>\n<p>O Elipse E3 \u00e9 totalmente orientado para a opera\u00e7\u00e3o em rede e para aplica\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas. Ele oferece: um novo e avan\u00e7ado modelo de objetos; uma poderosa interface gr\u00e1fica; e uma nova e exclusiva arquitetura que permite n\u00e3o s\u00f3 desenvolvimento r\u00e1pido de aplica\u00e7\u00f5es mas tamb\u00e9m o m\u00e1ximo de conectividade a v\u00e1rios equipamentos e outras aplica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m incorpora as mais recentes tecnologias de desenvolvimento de software, maximizando o desempenho e a produtividade, otimizando a qualidade de suas aplica\u00e7\u00f5es e seu processo de desenvolvimento, al\u00e9m de minimizar custos e perdas.<\/p>\n<p>Novos recursos e ferramentas de edi\u00e7\u00e3o facilitam o desenvolvimento de aplica\u00e7\u00f5es e minimizam seu tempo de configura\u00e7\u00e3o. A estrutura modular do Elipse E3, com processamento distribu\u00eddo em rede, n\u00e3o apenas re\u00fane recursos de v\u00eddeo mas tamb\u00e9m d\u00e1 suporte a tecnologias como XML, ActiveX e OPC.<\/p>\n<p>O Elipse E3 permite a comunica\u00e7\u00e3o com centenas de dispositivos de controle e aquisi\u00e7\u00e3o de dados. As informa\u00e7\u00f5es podem ser manipuladas de diversas formas; isto inclui o desenvolvimento de poderosas interfaces gr\u00e1ficas n\u00e3o apenas no PC em rede local mas tamb\u00e9m via Internet, al\u00e9m do gerenciamento de alarmes, armazenamento em bancos de dados, troca de informa\u00e7\u00f5es entre outros softwares e componentes, e cria\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">2) Componentes principais do E3<\/span><\/h2>\n<p>O Elipse E3 \u00e9 formado por tr\u00eas programas principais, do ponto de vista do usu\u00e1rio, a saber:<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">E3 Server<\/span><\/h3>\n<p>\u00c9 o servidor de aplica\u00e7\u00f5es. Nele, s\u00e3o ao mesmo tempo processadas as comunica\u00e7\u00f5es, gerenciados os processos principais do sistema, e enviadas as informa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas e dados para os clientes em qualquer ponto da rede. \u00c9 comercializado em vers\u00f5es com 100, 300, 1.500, 5.000, 10.000, 20.000 ou ilimitados pontos de I\/O, incluindo um E3 Viewer. Al\u00e9m disto, o E3 Studio tamb\u00e9m pode ser adicionado ao Server (vers\u00f5es Master), assim como c\u00f3pias adicionais de Viewer; isto permite que v\u00e1rios usu\u00e1rios operem o sistema ao mesmo tempo. Ele possibilita que v\u00e1rios servidores executem v\u00e1rios projetos diferentes, mas ainda fazendo parte da mesma aplica\u00e7\u00e3o; assim atividades s\u00e3o distribu\u00eddas entre m\u00e1quinas de acordo com sua necessidade. Foi desenvolvido para ser executado nos sistemas operacionais Microsoft Windows Server 2003 SP2, XP SP2, Vista SP1, Windows Server 2008 SP1, Windows 7, Windows 8 e Windows Server 2012.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">E3 Viewer<\/span><\/h3>\n<p>Esta \u00e9, em suma, a interface de opera\u00e7\u00e3o com o usu\u00e1rio (console de opera\u00e7\u00e3o). Permite rodar a aplica\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no servidor em qualquer computador; pode ser executado n\u00e3o s\u00f3 na rede local como tamb\u00e9m na Intranet\/Internet via browser. Em ambos os modos, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a instala\u00e7\u00e3o do aplicativo na m\u00e1quina cliente; todos os componentes (telas, bibliotecas, controles ActiveX) s\u00e3o baixados do servidor e ent\u00e3o registrados automaticamente. O E3 Viewer foi desenvolvido para apresentar informa\u00e7\u00f5es com rapidez, precis\u00e3o e alta qualidade gr\u00e1fica, facilitando a opera\u00e7\u00e3o do projeto. O E3 Viewer Control permite qualquer tipo de opera\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o; j\u00e1 o E3 Viewer Only, somente a visualiza\u00e7\u00e3o e consultas. Dispon\u00edvel para as plataformas Microsoft Windows Server 2003 SP2, XP SP2, Vista SP1, Windows Server 2008 SP1, Windows 7, Windows 8\u00a0 e Windows Server 2012 .<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">E3 Studio<\/span><\/h3>\n<p>Ferramenta \u00fanica de configura\u00e7\u00e3o do sistema, o E3 Studio serve como plataforma universal de desenvolvimento. Possui um ambiente moderno e amig\u00e1vel; tamb\u00e9m inclui a configura\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o e um editor gr\u00e1fico completo para a cria\u00e7\u00e3o das telas de opera\u00e7\u00e3o e scripts integrado. Permite que um mesmo sistema seja editado por v\u00e1rias pessoas ao mesmo tempo; adicionalmente, permite que v\u00e1rios Studios sejam conectados a um mesmo servidor remoto, com m\u00faltiplas configura\u00e7\u00f5es. Pode ser executado nos sistemas operacionais Microsoft Windows Server 2003 SP2, XP SP2, Vista SP1, Windows Server 2008 SP1, Windows 7, Windows 8 e Windows Server 2012.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura1.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"344\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Figura 1 <\/span>&#8211; Exemplo de arquitetura do E3<\/span><\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">3) O conceito de Dom\u00ednio<\/span><\/h2>\n<p>As necessidades de automa\u00e7\u00e3o do presente e do futuro frequentemente nos levam ao uso de v\u00e1rios computadores executando sistemas SCADA (Supervisory Control And Data Acquisition) simultaneamente a fim de realizar tarefas diversas, levando em conta fatores como seguran\u00e7a, condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e geogr\u00e1ficas, desempenho, etc.<\/p>\n<p>Para administrar essas aplica\u00e7\u00f5es, precisamos fazer com que elas &#8220;conversem&#8221; entre si; isto \u00e9, elas precisam trocar dados entre si, e extrair informa\u00e7\u00f5es \u00fateis do processo. At\u00e9 algum tempo, sistemas SCADA tradicionais baseavam-se em uma estrutura comum para cumprir essa tarefa:<\/p>\n<ul>\n<li>Cada servidor SCADA deveria possuir uma c\u00f3pia (parcial ou completa) da aplica\u00e7\u00e3o configurada na base de dados local; e<\/li>\n<li>Cada servidor SCADA poderia rodar somente uma base de dados configurada por vez.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entretanto, isto nos leva a alguns problemas de administra\u00e7\u00e3o, tais como: aplicar mudan\u00e7as em todos os servidores, controlar vers\u00f5es de aplica\u00e7\u00f5es, ou mesmo trabalhar com diferentes fabricantes de software.<\/p>\n<p>Dessa forma, o Elipse E3 resolve todos estes problemas ao utilizar o conceito de Dom\u00ednio. Um Dom\u00ednio inclui, em um \u00fanico ambiente, a defini\u00e7\u00e3o de computadores executando tarefas em tempo real (servidores) e bases de dados dos projetos que devem ser executados nesses servidores. Desse modo, cada Dom\u00ednio pode executar v\u00e1rios projetos. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m incluir, apagar ou modificar projetos durante a execu\u00e7\u00e3o sem afetar as outras partes do Dom\u00ednio que est\u00e3o rodando.<\/p>\n<p>Cada projeto pode conter v\u00e1rios tipos de objetos, como gr\u00e1ficos (telas), Drivers de I\/O, Delega\u00e7\u00e3o de Alarmes e Hist\u00f3ricos, Relat\u00f3rios, F\u00f3rmulas, Bases de Dados, etc. Quando dois ou mais projetos est\u00e3o dentro de um Dom\u00ednio, eles podem acessar as propriedades e objetos um do outro como se residissem em uma \u00fanica base de dados. Isso \u00e9 poss\u00edvel porque um objeto pode estabelecer links com outro. Se ambos os objetos existem e est\u00e3o rodando, o link estar\u00e1 ativo; portanto, qualquer mudan\u00e7a de valores \u00e9 enviada assincronamente entre as partes, dependendo do tipo de link. Se um dos objetos \u00e9 destru\u00eddo ou parado, o link \u00e9 interrompido; ent\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 notificada e pode indicar este estado da forma que o usu\u00e1rio definir.<\/p>\n<p>A estrutura de Dom\u00ednio \u00e9 restrita a equivalentes do servidor, como computadores servidores, projetos, usu\u00e1rios e senhas. A interface de usu\u00e1rio do cliente para opera\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o (E3 Viewer) pode se conectar diretamente a qualquer servidor E3 com c\u00f3pias suficientes do visualizador. O E3 Viewer tem tr\u00eas recursos especiais:<\/p>\n<ol>\n<li>Os projetos de aplica\u00e7\u00f5es residem apenas no servidor.<\/li>\n<li>Qualquer programa execut\u00e1vel (<span style=\"font-family: Courier New; color: #000000;\">Viewer.exe<\/span>, para qualquer sistema operacional Windows), como o Internet Explorer*, pode ser usado como interface de opera\u00e7\u00e3o do cliente, sem diferen\u00e7as entre eles. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m utilizar o Windows Terminal Services para acessar a mesma interface do cliente, independentemente do sistema operacional.<\/li>\n<li>A interface do cliente \u00e9 capaz de mudar de um servidor com falhas ou com problemas e reconectar ao pr\u00f3ximo servidor dispon\u00edvel, sem que para isso seja necess\u00e1rio parar o monitoramento de processos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-style: italic;\">* \u00c9 preciso ter bastante cuidado com as pol\u00edticas de seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a envio de comandos via Internet a fim de evitar riscos potenciais de exposi\u00e7\u00e3o do sistema. Alguns recursos devem ser configurados na aplica\u00e7\u00e3o para evitar os riscos (como permiss\u00f5es de leitura e escrita), mas tamb\u00e9m dependem das regras da empresa onde os sistemas est\u00e3o instalados.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">4) A estrutura do Dom\u00ednio<\/span><\/h2>\n<p>Um Dom\u00ednio \u00e9 composto fisicamente ou por um Servidor operando isoladamente, ou por dois Servidores em uma configura\u00e7\u00e3o dual standby. Cada Viewer, na verdade, conecta-se ao Dom\u00ednio, e n\u00e3o apenas ao Servidor.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura2.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"359\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Figura 2<\/span> &#8211; Um exemplo de Super Dom\u00ednio<\/span><\/div>\n<p>Logo ap\u00f3s terem sido conectados, Servidor e Cliente verificam entre si a exist\u00eancia de objetos do sistema registrados e atualizados na m\u00e1quina cliente. Em caso negativo, o Servidor inicia o carregamento das defini\u00e7\u00f5es dos objetos, como bibliotecas definidas pelo usu\u00e1rio e controles ActiveX.<\/p>\n<p>O Cliente, por outro lado, inicia baixando a primeira tela (interface gr\u00e1fica), incluindo quaisquer objetos internos, e salvando-a em um diret\u00f3rio de cache. Esse processo pode levar alguns segundos, dependendo da aplica\u00e7\u00e3o; este tempo no entanto \u00e9 compensado nas pr\u00f3ximas vezes em que a tela for aberta, j\u00e1 que o Viewer executar\u00e1 o cache de disco e de mem\u00f3ria. Caso o Viewer n\u00e3o tenha sido fechado, na pr\u00f3xima vez em que a mesma tela for aberta (sem ter sido reconfigurada), ela j\u00e1 ter\u00e1 sido criada em mem\u00f3ria, o que reduz o tempo de pagina\u00e7\u00e3o. Se a tela tiver sido alterada, ent\u00e3o o Viewer ir\u00e1 baix\u00e1-la novamente, reiniciando o processo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a tela ter sido aberta, o Servidor e o Cliente somente trocam valores em tempo real e consultas a bases de dados em um esquema de mensagens TCP\/IP, em modo de alta performance quando comparado ao Terminal Services, dependendo do sistema. Isso \u00e9 poss\u00edvel porque, enquanto o E3 Viewer recebe e envia somente valores em tempo real, o Cliente do Terminal Services envia movimentos de mouse e teclado e recebe imagens de v\u00eddeo.<\/p>\n<p>Entretanto, cada Dom\u00ednio \u00e9 capaz de conversar com outros dom\u00ednios, formando um &#8220;Super Dom\u00ednio&#8221;; esta estrutura est\u00e1 ilustrada na da figura acima.<\/p>\n<p>Um Viewer conectado a um Dom\u00ednio isolado pode manipular informa\u00e7\u00f5es residentes somente no servidor ativo, de acordo com os direitos de acesso do usu\u00e1rio. Entretanto, se o Dom\u00ednio estiver inserido em um Dom\u00ednio com outros irm\u00e3os, ele pode atuar como uma ponte para os outros servidores.<\/p>\n<p>Assim, um ou mais Viewers conectados a um Dom\u00ednio podem acessar informa\u00e7\u00f5es residentes em outros Dom\u00ednios; isto depende tamb\u00e9m dos direitos do usu\u00e1rio para cada Viewer. Quando ele requisita uma informa\u00e7\u00e3o, como uma Tela ou um link para um objeto inexistente no Dom\u00ednio local, o servidor local ativo age como uma porta para os Viewers locais, baixando telas ou executando comunica\u00e7\u00f5es em tempo real entre Viewers locais e servidores remotos, e habilitando uma rede SCADA de longa extens\u00e3o entre diferentes aplica\u00e7\u00f5es e sistemas.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">5) M\u00f3dulos de sistema do Elipse E3<\/span><\/h2>\n<p>A arquitetura interna do <a href=\"https:\/\/kb.elipse.com.br\/category\/portugues\/elipse-e3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Elipse E3<\/a> \u00e9 totalmente escal\u00e1vel, com cada tarefa principal sendo executada por um m\u00f3dulo em separado. Na figura abaixo temos uma vis\u00e3o geral dos blocos de constru\u00e7\u00e3o do E3.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura3.jpg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"311\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Figura 3<\/span>: Diagrama de m\u00f3dulos do E3<\/span><\/div>\n<p>O E3 Server \u00e9 respons\u00e1vel por criar um processo em tempo de execu\u00e7\u00e3o (runtime) que ir\u00e1 efetivamente executar a aplica\u00e7\u00e3o. Dentro desse processo encontram-se os servidores espec\u00edficos do E3, com servi\u00e7os utilizados por outros m\u00f3dulos.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">6) Bibliotecas de S\u00edmbolos e Usu\u00e1rios<\/span><\/h2>\n<p>Um dos recursos mais poderosos do Elipse E3 \u00e9 a biblioteca definida pelo usu\u00e1rio; bibliotecas s\u00e3o arquivos com a extens\u00e3o LIB com a finalidade de conter um ou mais objetos criados pelo usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esses objetos podem ser de dois tipos diferentes: <span style=\"font-weight: bold;\">XControls<\/span>, que s\u00e3o bibliotecas gr\u00e1ficas executadas no Viewer, e <span style=\"font-weight: bold;\">XObjects<\/span>, que s\u00e3o bibliotecas de dados executadas no servidor.<\/p>\n<p>Os XControls s\u00e3o objetos gr\u00e1ficos do usu\u00e1rio com propriedades, m\u00e9todos e scripts feitos com quaisquer objetos, incluindo ActiveX e outros XControls. Uma vez criados e registrados, \u00e9 poss\u00edvel incluir o XControl em uma tela; ali, seu comportamento ser\u00e1 definido ou suas propriedades ser\u00e3o associadas a vari\u00e1veis externas. Qualquer mudan\u00e7a na biblioteca \u00e9 automaticamente reproduzida em todas as inst\u00e2ncias do objeto; isto cria uma conex\u00e3o circular de cada inst\u00e2ncia com a defini\u00e7\u00e3o original. Como explicado anteriormente, ao abrir uma tela, o cliente baixa todas as defini\u00e7\u00f5es de objetos, criando um controle de cache de telas.<\/p>\n<p>Os XObjects s\u00e3o objetos de dados do usu\u00e1rio. Eles tamb\u00e9m possuem propriedades, m\u00e9todos e scripts, juntamente a objetos internos relativos ao servidor (Drivers I\/O, Alarmes, Hist\u00f3ricos, etc.). O XObject \u00e9 colocado em um container espec\u00edfico chamado DataServer; ali, \u00e9 poss\u00edvel definir seu comportamento ou associ\u00e1-lo a tags externos. Assim como com os XControls, qualquer mudan\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o do XObject original \u00e9 automaticamente reproduzida em todas as inst\u00e2ncias do objeto.<\/p>\n<p>Os XControls e os XObjects podem ser associados entre si para melhorar o desempenho em aplica\u00e7\u00f5es complexas. Pode-se definir um ou mais XControls para que acessem informa\u00e7\u00f5es de um ou mais XObjects. Os XControls s\u00f3 carregam as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, deixando a base de dados completa, em tempo real, no servidor. Esse recurso permite que uma aplica\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios itens de monitoramento tenham poucas telas, j\u00e1 que o XControl pode &#8220;apontar&#8221; para diferentes XObjects. Para aplica\u00e7\u00f5es repetitivas, as bibliotecas diminuem o ciclo de desenvolvimento, pois podem incluir o driver de comunica\u00e7\u00e3o, tags e vari\u00e1veis, alarmes, etc. Os objetos de biblioteca s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de objetos <span style=\"font-weight: bold;\">ElipseX<\/span>.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura4.jpg\" alt=\"\" width=\"504\" height=\"388\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Figura 4:<\/span> XControls e XObjects<\/span><\/div>\n<p>O E3 Studio tamb\u00e9m inclui uma biblioteca de s\u00edmbolos vetoriais com mais de 3.000 s\u00edmbolos gr\u00e1ficos. Esses s\u00edmbolos podem ser utilizados em sua aplica\u00e7\u00e3o, diretamente nas Telas ou dentro de XControls.<\/p>\n<h2><br style=\"font-weight: bold;\" \/><span style=\"font-weight: bold;\">7) Bases de Dados<\/span><\/h2>\n<p>O Elipse E3 n\u00e3o utiliza uma base de dados propriet\u00e1ria para armazenar informa\u00e7\u00f5es; o m\u00f3dulo DB Server pode manipular qualquer base de dados comercial, como o MS-SQL Server ou Oracle. Caso n\u00e3o possua libera\u00e7\u00e3o de uma base de dados, o E3 pode armazenar os dados no formato do Access (MDB). Informa\u00e7\u00f5es como alarmes e eventos, dados hist\u00f3ricos e f\u00f3rmulas s\u00e3o armazenados em tabelas de bases de dados.<\/p>\n<p>O DB Server usa os direitos do Administrador de bases de dados para criar e gerenciar tabelas. Portanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio executar nenhuma manuten\u00e7\u00e3o da base de dados em uma ferramenta separada para manter o sistema rodando; o Elipse E3 apenas apaga dados antigos das tabelas principais ou ent\u00e3o move-os para uma tabela de backup. Ap\u00f3s terem sido movidos, os dados podem ser finalmente apagados ap\u00f3s um per\u00edodo de tempo pr\u00e9-definido, ou ent\u00e3o retornados \u00e0 tabela principal para an\u00e1lise posterior.<\/p>\n<p>O formato das tabelas de alarmes e eventos \u00e9 definido no m\u00f3dulo Servidor de Alarmes. Nele, \u00e9 poss\u00edvel escolher entre os campos dispon\u00edveis, incluindo informa\u00e7\u00f5es de data e hora com resolu\u00e7\u00e3o de 1ms; por outro lado, as atribui\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e defini\u00e7\u00f5es de f\u00f3rmulas s\u00e3o feitas diretamente nos respectivos objetos.<\/p>\n<h2><br style=\"font-weight: bold;\" \/><span style=\"font-weight: bold;\">8) Sincroniza\u00e7\u00e3o de bases de dados<\/span><\/h2>\n<p>Uma aplica\u00e7\u00e3o de standby duplo (ou um subdom\u00ednio) \u00e9 uma onde as bases de dados est\u00e3o localizadas nos servidores. Neste caso, \u00e9 comum que as bases de dados criem espa\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o em branco quando um dos servidores falha. A fim de evitar isso, o Elipse E3 implementa a sincroniza\u00e7\u00e3o de bases de dados entre servidores.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es enviadas para o servidor de bases de dados atual tamb\u00e9m sofrem uma tentativa de armazenamento na base de dados de backup; se essa opera\u00e7\u00e3o puder ser executada, ent\u00e3o esses dados ser\u00e3o verificados enquanto estiverem sendo sincronizados. Entretanto, se o processo falhar, as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o atualizadas, e sofrer\u00e3o outras tentativas de armazenamento em intervalos definidos. Mesmo se ambos os servidores estiverem desligados, cada servidor ir\u00e1 transferir os registros n\u00e3o-sincronizados para a base de dados do outro servidor quando retornar \u00e0 atividade, at\u00e9 que as tarefas sejam completadas.<\/p>\n<p>O mesmo processo acontece quando a base de dados \u00e9 desconectada do DB Server por qualquer motivo. Quando isso acontece, um arquivo de armazenamento tempor\u00e1rio \u00e9 criado no computador local; sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 manipular dados enquanto a conex\u00e3o com a base de dados principal n\u00e3o for restabelecida.<\/p>\n<p>Um problema semelhante acontece quando precisamos sincronizar ou concentrar bases de dados rodando em sub-dom\u00ednios diferentes. Neste caso, o DB Server pode simplesmente duplicar as informa\u00e7\u00f5es (guardando os dados em duas bases de dados ao mesmo tempo), ou ent\u00e3o executar uma sincroniza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o \u00fanica com um DB Server central.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">9) Servidores I\/O<\/span><\/h2>\n<p>O Elipse E3 implementa recursos especiais de gerenciamento de I\/O para que aplica\u00e7\u00f5es de qualquer tamanho estejam habilitadas a rodar uniformemente, mesmo com centenas ou milhares de dispositivos. Drivers de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o compostos por tr\u00eas tipos de objetos:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: bold;\">IOTags <\/span>e <span style=\"font-weight: bold;\">IOBlocks<\/span>: Estas s\u00e3o as vari\u00e1veis extra\u00eddas de dispositivos de I\/O como PLCs, controladores, placas de aquisi\u00e7\u00e3o de dados, rel\u00e9s, etc. Cada IOTag \u00e9 configurado para representar informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas; ele pode assumir diferentes tipos de dados, tais como Booleanos (verdadeiro\/falso, ligado\/desligado), inteiros, n\u00fameros reais e textos. Dependendo do equipamento e do protocolo utilizados, o IOTag pode ter formatos mais complexos, como estruturas de dados ou conjuntos de registros, bem como outros detalhes importantes (qualidade e\u00a0 data de cria\u00e7\u00e3o, etc).<\/li>\n<li><span style=\"font-weight: bold;\">IOConnections<\/span>: Estes s\u00e3o os detalhes f\u00edsicos da comunica\u00e7\u00e3o, como m\u00eddia, velocidade e tipo &#8211; UDP ou TCP\/IP, serial, modem, RAS, etc. Cada dispositivo de comunica\u00e7\u00e3o deve estar associado a um IOConnection; \u00e9 poss\u00edvel que v\u00e1rios dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o compartilhem a mesma conex\u00e3o (como uma rede multidrop RS-485).<\/li>\n<li><span style=\"font-weight: bold;\">IOServers<\/span>: programas execut\u00e1veis que manipulam comunica\u00e7\u00f5es. \u00c9 poss\u00edvel definir um IOServer para manipular um n\u00famero espec\u00edfico de conex\u00f5es; do mesmo modo, \u00e9 tamb\u00e9m poss\u00edvel que o Elipse E3 crie mais IOServers dinamicamente para gerenciar mais conex\u00f5es e dispositivos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura5.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"395\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-weight: bold;\">Figura 5<\/span>: T\u00edpica configura\u00e7\u00e3o de drivers<\/span><\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">10) Cliente e servidor OPC<\/span><\/h2>\n<p>Para maior conectividade, Elipse E3 pode agir n\u00e3o s\u00f3 como um cliente bem como um servidor OPC; isto inclui a troca de informa\u00e7\u00f5es com outros pacotes SCADA.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">11) Gerenciamento de Alarmes<\/span><\/h2>\n<p>O objeto <span style=\"font-weight: bold;\">Configura\u00e7\u00e3o de Alarmes<\/span> \u00e9 o local onde as <span style=\"font-weight: bold;\">\u00c1reas <\/span>s\u00e3o inseridas e organizadas. Todas as informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de alarmes s\u00e3o definidas nas <span style=\"font-weight: bold;\">Fontes de Alarmes<\/span>, bem como tamb\u00e9m os tipos de eventos que devem ser gerados em cada condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante a execu\u00e7\u00e3o, as mensagens de alarme s\u00e3o enviadas para o <span style=\"font-weight: bold;\">AlarmServer<\/span>, que gerencia o AlarmHub, controlando a entrada\/sa\u00edda de mensagens para outros servidores e clientes e o reconhecimento de usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>As mensagens podem ser visualizadas e reconhecidas pelo usu\u00e1rio com objetos, habilitando assim a filtragem de mensagens, controle de cores, pisca-pisca e ordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">12) Relat\u00f3rios avan\u00e7ados<\/span><\/h2>\n<p>O Elipse E3 inclui ferramentas de relat\u00f3rios de alto n\u00edvel, que permitem criar virtualmente qualquer tipo de relat\u00f3rio, hist\u00f3rico ou em tempo real. Com a ferramenta E3 Query, voc\u00ea pode criar e gerenciar consultas SQL a fim de extrair informa\u00e7\u00f5es de bases de dados, como filtros, ordena\u00e7\u00f5es, visualiza\u00e7\u00f5es, etc.; \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m tamb\u00e9m editar manualmente as consultas SQL.<\/p>\n<p>Com o designer gr\u00e1fico de relat\u00f3rios, \u00e9 poss\u00edvel definir a apar\u00eancia do relat\u00f3rio: cabe\u00e7alhos, rodap\u00e9s, grupos e se\u00e7\u00f5es de detalhes. Do mesmo modo, \u00e9 poss\u00edvel incluir c\u00e1lculos especiais como somas, m\u00e9dias, desvios-padr\u00e3o, etc. Cada se\u00e7\u00e3o pode ter objetos como c\u00f3digos de barra, desenhos, imagens, etiquetas, campos de dados, scripts (VBScript) e tend\u00eancias\/gr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>A sa\u00edda do relat\u00f3rio pode n\u00e3o s\u00f3 ser pr\u00e9-visualizada na tela mas tamb\u00e9m enviada diretamente para a impressora. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel export\u00e1-la para os formatos Acrobat PDF, Microsoft Excel, RTF ou HTML.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"http:\/\/kb.elipse.com.br\/pt-br\/images\/ID2\/Figura6.jpg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"213\" align=\"bottom\" border=\"0\" \/><\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: bold;\">13) Conhecimento especializado e presen\u00e7a mundial<\/span><\/h2>\n<p>A Elipse Software traz conhecimento especializado para v\u00e1rias \u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o, tais como Qu\u00edmica, \u00c1guas e Esgotos, Energia El\u00e9trica (Gera\u00e7\u00e3o, Transmiss\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o), Energia (Medi\u00e7\u00e3o, Prote\u00e7\u00e3o, Gerenciamento), Processo e Produ\u00e7\u00e3o. A empresa conta com filiais e distribuidores em v\u00e1rios pa\u00edses, como Estados Unidos, Alemanha, \u00cdndia, Taiwan e Brasil.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo, discutiremos como funciona o Elipse E3. 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